Test-Ride Kawasaki D-Tracker X

Mais um domingo de SOL (viva o Verão), acordei com uma dor de cabeça lascada depois de uma noite etílica e badalada, fui dormir as 4:00 e acordei as 7:30 pra fazer o test-ride na Kawasaki e rever os amigos.



Um copo de água e um dorflex me botaram em cima da moto para seguir em frente. Chegamos no Serra Azul perto das 9 da manhã, e o local estava abarrotado de motos, logo vimos o Sr. Kado no stand da BikeBox, e após o desjejum fomos experimentar a tão falada D-Tracker X.


Essa moto chamou muita atenção do público no último Salão Duas Rodas, e recentemente algumas revistas publicaram reviews sobre ela, e em todas as matérias foi relatado um estranho problema com relação a limitação de giro e velocidade. Com informações de um amigo do fórum xtzlander, descobrimos que o problema foi causado pelo limitador eletrônico utilizado na Europa, que não foi retirando quando a moto chegou ao Brasil.


Vou postar aqui as impressões que tive com a moto :


Apresentação : Ao lado da Yamaha 250X, a Kawasaki representa ser mais “miudinha”, com banco mais fino e baixo, e um corpinho mais esbelto, porém isso não reflete a realidade do seu desempenho na pista. Aliás, logo na arrancada a D-Tracker revela que tem o motor arisco, suspensões muito bem equalizadas e freio magníficos.



Motor : Nas retomadas o ganho de giro é muito rápido, e se cutucada com no punho direito, a moto responde com valentia. O torque nas subidas, lembra bastante o da 250X, porém a D-Tracker representa ser bem mais leve nas mãos do piloto o que a faz parecer uma moto mais arisca.


Quando desacelerei a D-Tracker, pude ouvir o barulhinho do que creio eu ser aventuinha do arrefecimento líquido, e ao enrolar o cabo notei que realmente as revistas que testaram essa moto, não tiveram oportunidade de vê-la chegando aos 11mil RPM, graças ao limitador eletrônico, que hoje estava desativado, para minha sorte. Sem conhecer a pista, não quis arriscar, obtendo como velocidade máxima, algo em torno de 130km/h, e segundo o meu amigo Nanau ela atingiu 142km/h, bem distante dos 105 relatados nas revistas.


Em relação a 250X, particularmente achei o desempenho muito semelhante, exceto é claro pela retomada mais arisca, porém como não pude rodar com ela em auto-estrada, ficaria difícil dizer, mas acho que a nossa Yamaha se sairia um pouco melhor que a kawa em uma rodovia, mas resumindo, os dois são equivalentes. PS.: A sexta marcha da D-Tracker funciona muito bem como overdrive.


Suspensão : A suspensão upside-down da D-Tracker faz juz a sua fama, ela é firme e ao mesmo tempo eficiente, copiando as imperfeições do asfalto sem transmitir insegurança como ocorre em algumas suspensões molengas que vemos no mercado.


Nesse ponto a Yamaha apenas recalibrou a suspensão da Lander Trail e colocou na 250X, e apesar disso ainda temos uma suspensão razoável, porém há de se convir que o propósito da D-Tracker é muito mais esportivo do que a 250X e isso tudo se explica, até mesmo na diferença de preço dos dois modelos, ou seja, cada uma está cumprindo o propósito para qual foi designada.



Freios : Foi o ponto que mais chamou a minha atenção, bem como a dos demais highlanders que testaram a Kawasaki hoje, o discão dianteiro de 300mm responde a cada toque no manete, travando a dianteira e fazendo a suspensão trabalhar. Portanto, a primeira coisa que ouvi ao subir na moto foi: – Atenção com esse freio dianteiro ! conselho ouvido e seguido.


Nesse quesito a D-Tracker superou em 300% o freio da 250X.


Já o freio traseiro é bem manso, e praticamente impossível de conseguir travar a roda, o que também é um ponto positivo pra kawa.


Ergonomia : Quando comprei minha 250X, não levei mais do que 5 minutos para me adaptar a moto, nesse ponto a Yamaha acertou em cheio no produto, a nossa querida “X”não precisa ser domada, ela simplesmente “veste” o piloto e o faz se apaixonar logo a primeira volta. Essa questão fez a 250X ganhar tão boa fama em pouco tempo, e é um mérito que não temos como tirar da Yamaha.



A D-Tracker, tem uma proposta apimentada, com peças de primeira linha, desenvolvidas com foco em um público mais específico, isso se reflete também no preço de mercado praticado pela Kawasaki. E essa moto exigiria um pouco mais de tempo do piloto para criar “intimidade”, e aliás eu acredito que após domar a laranjinha, ela certamente renderá bons frutos.


Em resumo eu acredito que haverá mercado para a D-Tracker, bem como a 250X não perderá o público cativo e sua legião de admiradores. Já que o ponto chave na escolha de um veículo, é justamente o propósito que você dará para ele, a D-Tracker atenderá muito bem o piloto que procura qualidade, esportividade e diversão.


Enquanto isso, a nossa “Lander x” continuará atendendo aqueles que querem uma moto multi-propósito, com banco mais largo e mecânica relativamente simples, permitindo utilizá-la tanto no dia-a-dia em meio ao caos urbano, bem como em viagens mais distantes, com garupa e bagagem.


Muito Obrigado Shoichi Kado (BikeBox), pela oportunidade que você proporcionou aos Highlanders, para que estes apaixonados pela Yamaha XTZ 250, pudessem experimentar um pouco do que a concorrência tem pra oferecer, creio que se o after-marketing das empresas desse um pouco mais de atenção aos fóruns da internet, poderiam colher excelentes resultados.

Post to Twitter

Posted in moto, Test-Ride | Tagged , , , , , , | 12 Comments

Atibaia – Pedra Grande

Domingo de Sol, acordei cedo e enquanto assistia auto-esporte na TV, recebo um animador SMS da namorada, questionando sobre a possibilidade de fazermos um passeio de moto.

Foi deveras uma pergunta retórica, e em torno de 20 minutos estava eu, devidamente equipado e buzinando em frente a sua casa, pronto pra estrada. O destino não tinha sido definido e naquele momento era o que menos importava, portanto enchemos o tanque da moto e fomos para a estrada.

Passando o pedágio de Nova Odessa na Rod. Anhanguera, decidimos seguir até a Pedra Grande em Atibaia para conhecer o tão falado local. Mas pra quem não conhece, a Pedra Grande é um dos pontos turísticos de Atibaia, localizado a 1.450 metros acima do nível do mar. No alto de uma colina, aflora um enorme monólito que proporciona um excelente local para a prática de asa delta, para-glider, escalada, rappel e mesmo de um magnífico mirante para toda Atibaia e regiões vizinhas a ela.

A Rod. Dom Pedro cruza com a Fernão Dias na entrada da cidade de Atibaia, e o acesso a Pedra Grande é feito a mais ou menos 4km a frente desse cruzamento (sentido Interior > Litoral), na saída para Bom Jesus dos Perdões. Dalí em diante são 5km de terra, com boa sinalização, porém como estamos na temporada de chuvas, passamos alguns apuros na subida. Tivemos que descer da moto várias vezes para ajudar o pessoal a transpor alguns obstáculos no terreno, mas o visual lá de cima compensou tudo !

Vimos algumas pessoas saltando de parapente e tiramos muitas fotos, porém com o clima quente e abafado, logo surgiram nuvens negras com um aviso luminoso nos pedindo pegar o caminho de volta, antes que ficássemos presos na trilha.

Um episódio interessante da volta, foi cruzar com um motociclista e sua CBX Twister, travado de medo antes de um pequeno barranco de terra. Falei para mesmo que me seguisse pela trilha, e para minha surpresa, quando terminei o descidão, olhei pra trás e o sujeito não havia se movido um centímetro com a moto. Como bons motociclistas sempre se ajudam, subí caminhando e descí com a moto dele, e o rapaz não parava de me agradecer, tanto que fui bem devagar até a saída para que ele pudesse se guiar pela trilha menos escorregadia por onde eu passava.

Voltamos em torno das 14hs, derretendo de calor e mais uma vez muito felizes com o fim de semana sobre duas rodas.

Post to Twitter

Posted in moto | Tagged , | Leave a comment